domingo, 22 de agosto de 2021

É melhor manter os laços. Acho que, diante dos tempos difíceis é necessário se manter atento à humanidade das relações, porque é ela que irá, de alguma forma, nos salvar. Não acho que existe uma solução individual. E não acho que devemos ser sozinhos. É preciso dar atenção as relações com os outros, sempre. 

terça-feira, 10 de agosto de 2021

A pior parte de trabalhar é o tempo. Você quer ter tempo pra família, pra rua, pra você, pra tudo.

O ruim é que parece que tem outros trabalhos melhores, mas na verdade a maioria dos outros são versões diferentes desse. Eu sei que esse pede demais da gente, mas não quero também ficar atrás de uma mesa de escritório, ou de um balcão vendendo não sei lá o que. É como ter uma arma apontada pra cabeça. E precisar continuar ali, pra subsistir.


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Não dá pra classificar o tempo como bom ou ruim - por exemplo, um ano - porque no tempo se dispõe tamanha variedade - 365 dias - que torna difícil um "resumo". Há uma complexidade de coisas que se discorrem no tempo, e por isso, não dá pra narrá-lo em termos limitados. Não dá para limitá-lo. Muito menos coisas de idade, por exemplo. São coisas abstratas. 

O programa Cocoricó aparece como uma influência de infância. Seus quadros...
A fragilidade pode parecer maior porque não se tem a confiança necessária na força. Se há fragilidade, então com certeza deve ter a força também. 

 É melhor ter críticas a fazer, do que viver como um zumbi, sem visão das coisas. 

domingo, 8 de agosto de 2021

Acho que, no fundo, o que importa além de lembranças e memórias, é a humanidade por trás delas. Como elas, é algo que não se toca, mas que se sente. E que, com memórias, não importa a quantidade, porque elas não se contam. Às vezes até mesmo uma memória imaginada, por evocar a humanidade de uma conexão, pode ter um certo valor.

Quando você compartilha humanidade com alguém, aquilo não pode ser revertido. Está compartilhado, e isso vai além do mero ato de lembrar. O sentimento humano não se prende, porque não é algo inserido no tempo, ou no espaço. Ele está solto, e consegue refletir as conexões das pessoas, mesmo diante de qualquer termo de situações.

Me sinto um pouco culpado por ser instropectivo. Como se fosse um crime. Mas vejo a necessidade de se voltar para o interior, para pensar.

 E depois, se voltar para fora, pelas outras pessoas. A gente tem que ficar sozinho pra colocar ordem nas coisas – tem – mas também tem que olhar pra fora.

 Não deixe que a paranoia não deixe a sua mente ser livre, e navegar livre. 

* É aceitável condenar atitudes, mas não as pessoas. Julgamentos são vazios, porque são incompletos, são versões rasas de uma outra coisa. E não podem guiar nossa aceitação ou repulsão a alguém. Pelo menos não no sentido mais humano.

* Olhar para problemas e emblemas não como monstros, mas como questões. E as questões tem que ser investigadas, analisadas, separadas do todo. Por isso que é bom refletir. Porque não se tem juízo do que se faz sem o pensamento. Para você ver questões como questões.

* Se você tem a capacidade de se arrepender, provavelmente tem a capacidade de fazer diferente também.

* Um dia oferece muitas possibilidades. É errado ficar concentrado em apenas um ou outro ponto sem permitir que a mente entre num fluxo de oceano, em que você se permite navegar por diferentes correntes. Não precisa ser em excesso, mas não se pode ficar preso a uma linha só. É preciso encontrar outras linhas, dentro do período do dia.

* Pode ser abusivo pedir muito tempo (ou até mesmo o tempo inteiro) das pessoas. Ou usar isso como desculpa a algo. Ficar sozinho é necessário, mas não exclusivo: ficar sozinho sempre nunca é certo.  

É melhor manter os laços. Acho que, diante dos tempos difíceis é necessário se manter atento à humanidade das relações, porque é ela que irá...